LOUCOS E DROGADOS…

30 11 2006

Loucura, insanidade… Minha ? Me drogo ou enlouqueço ? Desisto! De quê ? De quem ? Por que não ? Vivo até onde durar… Só sobrevivo aqui se ficar louco ou me drogar…

Meu bem, onde está ? Que terra é essa ? Está escuro aqui. A luz está tão longe… De mim… De nós… Nós… Nós ?! Algum dia realmente existiu um nós, meu bem ? Só me lembro de um “eu”, de um “você”… Nada mais… Apenas dois amantes, sem amor. Pura brincadeira! Pura confissão! Cheios de “não”… Mas não é isso o que me incomoda! É o céu! Está escuro demais esta noite… Será que alguém o magoou ?

Alterno-me, escolho: ser louco ou ser drogado ? Nesse mundo… Nessa humanidade “clorofiliana”, talvez a última opção seja até mais fácil… Talvez a outra seja mais definitiva.

Estou fugindo para meu mundo utópico… Para meus rabiscos estranhos… Que não falam o quê, que não falam de quem… São frios como eu, são quentes como eu! Confundem, como eu!

Jogos existem para serem jogados. Drogas existem para serem usadas. Loucuras existem para serem vividas. Palavras existem para serem escritas! Aprenda a me ler!

Simplesmente,

Vinícius Alves





PERSONIFICAR…

29 11 2006

As coisas… fogem.
As pessoas… fogem.
As coisas… magoam.
As pessoas… magoam.
As coisas… partem.
As pessoas… partem.
As coisas… gritam.
As pessoas… gritam.

As coisas… fogem.
As pessoas… fogem.
As coisas… chegam.
As pessoas… chegam.
As coisas… vêm.
As pessoas… vêm.
As coisas… acabam.
As pessoas… acabam.

As coisas… fogem.
As pessoas… fogem.
As coisas… deixam.
As pessoas… deixam.
As coisas… caem.
As pessoas… caem.
As coisas… fogem.
As pessoas… fogem.
As coisas… morrem.
As pessoas… morrem.

Simplesmente,

Vinícius Alves





ESCREVO…

26 11 2006

Eu escrevo soltando palavras. Libertando-as da minha mente e insanidade. Sem complexidades, excessos — ao meu ver, eu me entendo! Basta a boa e pura comunicação. Eu falo, você escuta e entende, eu formo. Tomo a liberdade de me estrelar, me valorizar; sem modéstia mesmo! Tenho uma escrita ousada, “muleca”, safada; de o romântico de Lulu Santos; de o incomum buscado por Ubaldo. Me entrego e me repreendo em palavras, me embebedo de PAIXÃO…

A subjetividade da minha escrita, sou eu mesmo… Sou um enigma; decifrar-me não é impossível, mas sim improvável. Não quero meros entendedores, quero amantes, quero sabores. Talvez alguns leitores, só pra variar. Novos, velhos, do jeito que vier eu topo. Tou escrevendo de novo — tou voltando meu povo!!!

Desafiante de mim mesmo — Nossa! Como eu pareço egocêntrico em minhas confusões, em minhas confissões — assim sou.

Quero ser arte, quero artificar a todos! Artifique-se, meu caro leitor. Deixe a arte invadir as suas entranhas… Sua satisfação, seu prazer e seu gozo serão mais do que meros segundos de êxtase. Serão belos, fraternos e idealizadores — modificadores! Enfim, serão eternos.

Chega de ousar ? Por quê ? Quero mais… Ainda estou tão no início… Quero continuar. O fim ? Eu termino sempre igual! Sempre no simples… Se eu sou sempre igual ? Hum… Minha escrita é diferente! Entenda! Aprenda a me ler!

Simplesmente,

Vinícius Alves