FELIZ 2007…

31 12 2006

Para finalizar o ano ao melhor estilo com esse poema que eu particularmente adoro.

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Paulo Leminski)

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RECESSO DE IDÉIAS… FELIZ ANO NOVO!

28 12 2006

Recesso de idéias, de viagens e de loucuras… Preciso me dedicar a outros escritos, ao início de novos escritos, desde agora. O momento é agora! Revisar textos antigos, moldá-los melhor, aperfeiçoá-los. Escrever alguns novos.
Vou apenas estar versificando algumas coisas aqui no Blog, só para mantê-lo atualizado… Tentando sempre estar pondo músicas para divertir também e descrever meus momentos…
Quero lhes pedir muitos pensamentos positivos para esse 2007, sem dúvida será importantíssimo para mim, tenho muitas vontades para ele e receio de não conseguir realizá-las! Vou precisar bastante da força de todos que sempre estiveram por aqui me lendo (ou “aprendendo a me ler”, risos) para este novo ano que chega!

Queria ter feito uma relação de agradecimentos, mas irei por os que lembrei aqui de cabeça agora. Basicamente agradeço esse ano a todos que estiveram do meu lado… Em especial a Nara Duarte (Narinha), minha NERDA predileta, que sempre esteve com suas palavras inteligentes (aqui ou não) me fazendo acreditar mais em mim, talvez acreditanto até mais do que eu mesmo. Beijo a Nelma (Nelminha), que fez eu perder minha timidez na escrita, que confiou em algo novo, fazendo eu me descobrir; que com suas palavras e seus ensinamentos de MestrA-MonstrA (no melhor sentido, risos) me fez crescer muito esse ano, aprender muito. Abraço especial também para um novo e grande amigo Rafael Nunes (Finha), que também sempre me deu o maior apoio; só ele mesmo para me aturar e tentar transformar minhas loucas idéias gráficas em realidade (vide minha assinatura aí embaixo no Blog…). Abraço a Matias, pela ajuda na revisão dos textos. Abraço a Rafael Rodrigues, meu amigo-escritor, diretamente de Feira de Santana (mas sem seqüelas, risos), que me aconselhou diversas vezes, indicou leituras interessantes, me ajudou a crescer bastante esse ano também com suas críticas. Abraços ao meu amigo do Rio, Thiago Ayub (vulgo KurtKraut), à sua grandeza de intelecto, de sensibilidade artística e cultural, sem dúvida um grande bom futuro para o nosso país. Abraço a Dudu pelo apoio e nova amizade (minha gente…). Abraço especial a João Figuer pela oportunidade e pelas críticas, construtivas ou não, que me fizeram amadurecer. Karina Lima, Marcela Barros, obrigado por suas palavras amáveis, apoio e pela amizade pura… Vixe, é muita gente… Larissa Pimenta, pela amizade. Beijo e cheiro enorme a meu TRIUNVIRATO (Hainha e Di), grandes pessoas, futuros grandes colegas e amigos (Blog: http://blogtriunvirato.blogspot.com). Beijo para minha prima linda e talentosa Cida Mello, que venha “OS ALVES” prima (Piada Interna, risos). Um beijo, um abraço e um cheiro enorme a mim mesmo (sem nojeira), por ter conseguido me aturar e me centrar; por conseguir ser meu melhor amigo e confidente, por conseguir ter atitudes que às vezes nem eu mesmo acreditava depois; pelas grandes superações que tive contra mim mesmo e contra todos os problemas que me cercaram este ano, pelas lágrimas que eu mesmo limpei, pela cara que eu lavei e pela força que encontrei não sei onde para sacudir a poeira e levantar, com a cabeça em pé; pelo amor próprio que consegui ter, pelas raízes que consegui firmar… Claramente auxiliado pelos outros já citados.
Obrigado a tantos outros… Amigos novos que fiz… Parabéns a vocês e obrigado pela oportunidade de amizade lançada! Se eu não citei alguém aqui, sinta-se abraçado(a) e beijado(a). Foi uma honra passar mais este, ou enfim este, ano com vocês!

Muita paz a todos, muitas felicidades, energias positivas, muita luz e axé!

Os deixarei agora ao som de Madonna, com Die another day. Busquei o clipe e acabei por encontrar esse vídeo muito engraçado no YouTube. Aqui é um espaço mesmo para lançarmos coisas novas, não é minha gente ? Então, está aí um novo coreógrafo, percebam a desenvoltura e firmeza dos movimentos dele. Divirtam-se! (risos)

Simplesmente,

Vinícius Alves





PERGUNTO…

27 12 2006

A inspiração não chega mais… Olho pro relógio. Estou a quase duas horas sentado nesta cadeira sem conseguir escrever nada. O telefone toca. Não atendo, preciso ficar imóvel e preparado. A inspiração pode chegar a qualquer instante e não vou ter tempo de correr para cá de novo, caso eu saia.


Alguém insiste no telefone. Que saco! Quem será esse (mal)dito ? Não vê que há uma mente tentando trabalhar aqui ? Vou retirar o fio do telefone. Não não não! Não vou! Se eu me levantar, só neste simples ato, posso me inspirar em algo e aí perder tudo. Não posso tirar o fio. Ele que perceba que não posso lhe atender.


O celular, ele vai tocar. As imagens da minha tela estão distorcendo-se devido ao seu sinal chegando. Eu sinto isso e… Um som toca. Não era ligação. Era mensagem. E agora ? Leio ou não ? Nossa, e se ao levantar meu braço a inspiração “vinher” e logo ao abaixá-lo para escrever ela se for ? Isso é difícil! Já estou impaciente… O pior, os minutos não páram. Agora já estou a quase uma hora e dez minutos aqui sentado… Parece castigo!


Tenho vontade de pegar no mouse… Aí que vontade de pegar nele. Ele está em um lugar que me incomoda e… Não posso! Não digito tão rápido com uma só mão. E se minha inspiração vinher quando eu estiver só com uma das mãos no teclado, não vou conseguir escrever tudo. Minha cabeça está agoniada… Tenho vontade de coçá-la. Também não posso! Preciso me controlar… Vou contar até dez. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove. Dez… A vontade não passou. Mais dez ? Mais dez! Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove. Dez…


O sol já está a se esconder… Eu sei. Não por ter levantado daqui para ver, mas por meu quarto agora parecer mais escuro que antes. Só a luz da tela em meu rosto me faz enxergar algumas poucas coisas nesta penumbra. Ihhh, olha aquele bilhete ali: “VC É ARTE PURA E SIMPLESMENTE BJKS CAROL” e uma TV escrito “MUTE” dentro. Muito louco mesmo! Veja se uma arte teria dificuldade em inspirar-se para escrever qualquer bobagem. Simplesmente sentaria e em poucos segundos teria uma obra pronta! Eu realmente estou longe disto… Nossa, a hora está voando aqui dentro! Preciso de mais tempo, a inspiração ainda não chegou…


Acho que vou escrever um texto pequeno, é mais simples, compacto e pode ser até mais belo. Ninguém lê textos grandes mesmo! Passam o olho e pronto. Dizem que está lindo, belo e atraente. Há quem leia; poucos [parabéns a estes].


Quase duas horas e meia. Desisto! A inspiração não chegou mesmo… Vou por uns versinhos e finalizar!


Inspirar, puxar o ar das idéias. Expirar, soltá-las numa folha de papel, numa tela. Escrever ? Ahhh! escrever é viver, tentar e saber… Enfim, aprenda a me ler!


Simplesmente,


Vinícius Alves






Res… Es… Lem… Sen…

24 12 2006

Res… Es… Lem… Sen… Quem responde… Espera, vai chegar até onde ? Aqui! Aqui onde ? Ali! Ali onde ? Vem, eu te ajudo… Não, pra que isso ? Não, por que me puxar pra esse fundo ? Escuro… Sombrio… Solitário… Socorro! Retira “EU” desse poço, seu moço!

Res… Es… Lem… Sen… Quem espera… Responde, vai chegar até onde ? Aqui! Aqui onde ? Ali! Ali onde ? Para onde estão indo as borboletas ? Meu jardim ainda está florido… Voltem até ele. Por favor, não sumam, minhas queridas. Voltem. Isso, voem. Brilhem sempre. Me hipnotizem mais e mais vezes… Não saiam, lindas… Ainda as quero. Ainda as amo por aqui…

Res… Es… Lem… Sen… Quem lembra… Sentir, vai chegar até onde ? Aqui! Aqui onde ? Ali! Ali onde ? Por dentre aquele lugar ali mais ou menos de dentro… Aquele mesmo… O mais ou menos do centro… Todo mundo tem, ou, ao menos, fala que tem. Pulsante… Intenso… Moderno… Complexo!

Res… Es… Lem… Sen… Quem senti… Lembrar, vai chegar até onde ? Aqui! Aqui onde ? Ali! Ali onde ? Só na saudade eu me refugio… Só no querer eu me torno esperançoso… Tenho vontade de… Tenho desejo de… Aquela coisa que se faz… Aquela coisa que se senti… Esqueci como se chama… Esqueci como se menti!

Responder… E esperar… Lembrar… E sentir… O quê ? Por quê ? Aprenda a me ler!

Simplesmente,

Vinícius Alves





MEU BEM…

20 12 2006

Tristeza e felicidade dividem um só corpo… Assim como o símbolo do teatro… Assim como… Há de ser assim! Em mim…

Será ARTE, meu bem ? Seus malefícios, seus benefícios, suas palavras… Será ARTE, meu bem ? O nosso… as nossas… e nossas… Será ARTE ? Meu bem…

Bem que me quer, mal que me der… Onde quiser… De qualquer sorte, meu bem. De qualquer praga, além… Lata imunda na beira da calçada… Chuta! Afasta! Joga pra longe!

Mundo de ilusões, fantasias… Cadê a ARTE, meu bem ? Agora só tenho ironias… Cadê toda a alegria fogosa que existia ? Coisas escritas… Fotos perdidas… Memórias guardadas… Já foi! Será ARTE, meu bem ? Onde encontra tanto valor pra esse ser… esse estar… Será ? Será ?

A ARTE sumiu, desapareceu ? Mudou-se, escafedeu! Para qualquer lugar… Para longe daqui, longe de mim… Ateu, Graças a Deus! Um mim complexo, um mim estranho… Surge, ascende! Um mim diferente, meu bem! Não poderás conhecer mais no mais do mais íntimo.

Agora as noites parecem mais escuras… Eu sei, meu bem, é normal. Amanhã o dia vai parecer mais longo… Eu também sei, meu bem, é normal. Isso foi um vício, meu bem… Estou deixando minha vida adicta, minha vida pequena.

Agora eu vou me deitar… Sem mais meu bem… Agora vou me consolar no meu velho sonho do fazer… Do tentar… Do ser… ARTE! Aprenda a me ler!

Simplesmente,

Vinícius Alves





PERDER…

17 12 2006

Sem feito… Sem métrica…
Sem tesão… Sem paixão…
Por aqui… Por ali…
Por cima… Por baixo…

Sem efeito… Sem medida…
Sem amor… Sem prazer…
Por algo… Por alguém…
Por falta… Por ninguém…

Sem calor… Sem sabor…
Sem dizer… Sem fazer…
Por você… Por mim…
Por aquele… Por aquilo…

Sem ouvir… Sem rever…
Sem pensar… Sem sentir…
Por tentar… Por iludir…
Por sonhar… Por querer…

Sem razão… Sem feito…
Sem métrica… Sem tesão…
Sem paixão… Sem amor…
Por você… Em você…
Por mim… Em você…
Querer… Querer…
Querer… Desistir…
Perder… Perder…
Perder… O quê ?

Vinícius Alves





CADÊ…?

16 12 2006

Cadê os motivos para sorrir ? Cadê as promessas de pra sempre ? Concretizem-se, tolas!

Cadê os bobos da corte ? Venham, meus caros, venham me fazer graça, venham me fazer (só)rir.

Cadê os bonecos da vida ? Cadê ? Venham me fazer cenas, venham me entreter.
Cadê as pessoas ? Cadê o mundo ?

Cadê a morte ? E a vida ? Cadê ele ? Cadê ela ? Cadê você ?!

Pega… Corre… Come… Arranca desse Erê. Ele não merece ter. Moleque. Descarado. Sem vergonha. Imundo.

E agora ? Cadê o Erê ? Cadê a esperança ? Cadê a cigarra, o grilo cantando ? Cadê os pastos, as florestas ? Cadê a vida ? Cadê a morte ? Cadê ?

Cadê os meus motivos para amar ? Cadê os meus motivos para querer ? Ser… Tentar… O quê ?

Cadê as minhas razões ? Venham me justificar a dor… Venham me justificar a decepção…

Cadê o talento ? Venha aqui, se você realmente existe, venha se mostrar…
Onde…? Como…? Quando…? Por quê…? Por quem…? Por mim! Não me importo mesmo… Mordo-me completamente por dentro, mas resisto!

Cadê os hipócritas ? Agora é a sua vez, meus caríssimO. Venham, eu vos evoco, eu vos invoco! Apareçam, critiquem, destruam e façam sumir tudo e todos que não são como vocês. Calem as bocas de quem quer gritar! Cadê você ?!

Cadê tudo ? Traumas, decepções, ilusões… Amor e/ou ódio… Paixão! Venham… Apareçam por aí… Se mostrem…

Cadê a vontade ? Sumiu… Cadê o querer ? Sumiu… Desapareceu… Não sabem como voltar a ter… Não sabem como voltar a ser… Ver… Ver… Ver… Enfim, aprenda a me ler!

Simplesmente,

Vinícius Alves