Simplesmente “The Bubble”

4 01 2008



“Hubi, meu amor… Vamos voar longe. Talvez além da fumaça e da batalha haja um lugar melhor. Talvez haja mesmo um paraíso onde possamos nos amar. Eu não sei… Pergunto-me se alguma vez teriamos mesmo uma chance? Se, incluindo este momento, teríamos uma oportunidade… Lulu e Yali provavelmente darão aos jornais uma foto de nós dois. Talvez a da rave, onde todos parecemos bem e felizes. Quem sabe as pessoas vejam como nós somos bonitos, e entenderão como são estúpidas estas guerras. Não, provavelmente nunca o farão.” [Texto final da película “The Bubble”]



Acredito que este poema abaixo, que na verdade é um fragmento da minha peça, resuma o meu sentimento após ver este filme… Por hoje, vou intitulá-lo de “A bolha”.



A BOLHA

Silêncio ou cofusão!
Existe um tempo onde todos serão de todos, ou nada disso!
Em que terão seus gostos, sabores e escolhas…
Ahhh, as escolhas…
Escolhas de uma vida!
São as melhores e as piores…
Dizem tudo e nada dizem…
Nada! Palavra simples e forte!
Constrói o sonho do “nada lhe deterá”…
Assim como destrói o desejo em “nada lhe respeitará”!
Um tempo onde tudo será nada, ou nada será tudo, urge, grita e salta aos seus olhos…
Não!!! Não os feche…
Veja o que lhe é mostrado, confidenciado…
Isso também é sua…
Vida?!
Sim, e por que não?!
O caos só existe para que a ordem possa ser refeita…
[ou nada disso…]
O erro só está aí para que o correto se destaque…
[ou nada disso…]
Mas até o correto, o que é?!
/ Silêncio /
Ah! De que importa?
São todas
portas…
Para um além, um distante… algo de quem é…
grande,
contente,
valente!
porque precisa ser…
Humano!
porque precisa ter…
Respeito!
Agora e sempre…
Amém!







Fragmento do Texto Avessos por Vinícius Alves

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4 responses

4 01 2008
nilson rocha

lindo. amei ver o texto final do filme. arrasou na poesia. beijas.

5 01 2008
Marcelo Mendonça

adorei esse filme. quando entra em cartaz sua peça? fiquei curioso, abração!

8 01 2008
Lipe Du

O filme tem coisas boas, mas no final me frustrei… fim seco, sem razão de ser.
Sai do cinema tão chateado. Uma história moderna, que se propôs a falar de forma diferenciada sobre conflitos, tanto sobre a guerra quanto sobre as relações entre pessoas (e ai a homossexualidade dentro do debate, pra tornar mais complexo). O filme tinha tudo pra embarcar, mas não foi.

12 01 2008
Renan

Gostei muito do filme também. Compreendi que devemos estar nus para amar, sem rótulos nem preceitos. E o principal: mostrou que amor é amor em qualquer lugar do mundo, mesmo em meio a guerras.
Tem um post do filme lá no meu blog. É só ir em arquivo. Dá uma passada por lá.

Abraço,
Renan.

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